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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Queremos a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém





Nós, brasileiros, pedimos ao governo a imediata mudança da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo o status da cidade como sendo capital de Israel, a exemplo do que fez os Estados Unidos no último dia 14 de maio, data de comemoração dos 70 anos de independência de Israel.

O território onde Jerusalém foi construída sempre pertenceu aos israelenses, desde o momento em que o patriarca Abraão passou a habitar nesta região (Atos 7.2-4, Gênesis 12.5). Como também após este povo ter deixado o cativeiro no Egito retomando a posse da região conhecida como Canaã (Números 34.1-15, Deuteronômio 3.8).
A cidade tornou-se capital de Israel no período em que Davi tornou-se rei de Israel (2 Samuel 5.6), por volta de 1000 anos a.C., ficando conhecida como a Cidade de Davi. Foi nesta cidade que Salomão, sucessor de Davi, construiu o Templo (1 Reis 6.2).
Com o cativeiro babilônico (586 a.C.) e a destruição pelos romanos (70 d.C.) a cidade ficou descaracterizada, mas sempre foi centro de vida política, religiosa e cultural do povo israelense. A região também foi conquistada pelo Império Otomano, até ficar sob mandato dos britânicos.
Em 29 de novembro de 1947, na Assembleia Geral das Nações Unidas, ficou estabelecido o Plano de Partilha da Palestina, devolvendo assim parte do território para os israelenses. Os britânicos propuseram dividir a área em quase 80% para a criação de uma entidade árabe, chamada Transjordânia (futura Jordânia). Os 20% restantes seriam destinados à criação de um território judeu.
Apesar da decisão ter sido aprovada em uma sessão comandada pelo brasileiro Oswaldo Aranha, os árabes palestinos não aceitaram o plano. O fato de os palestinos recusarem o Plano de Partilha, fez com que a ONU estabelecesse, posteriormente, o status de Jerusalém como “corpus separatum” (corpo separado), sob controle internacional.
O plano não chegou a ser implementado, pois os árabes decidiram atacar Israel um dia após a declaração de independência, em 15 de maio de 1948. Cinco nações árabes (Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque) tentaram destruir o recém criado Estado de Israel, mas foram derrotadas. Ao final do conflito, Jerusalém foi dividida, com a parte ocidental sob controle de Israel e a parte oriental controlada pela Jordânia.
Por um período de 18 anos, de 1949 a 1967, Jerusalém oriental esteve sob domínio jordaniano e nunca foi declarada capital de qualquer que seja o povo, os lugares sagrados para os judeus foram proibidos de serem visitados. Quando em 1967, uma nova aliança entre Egito, Síria e Jordânia para promover um ataque contra Israel, que retaliou imediatamente, assumindo o controle total da cidade.
Como forma de evidenciar e fortalecer o relacionamento entre as duas nações, com o NOSSO "VOTO" nessa petição pública, o Brasil também poderá ter sua Embaixada transferida da cidade de Tel Aviv para a Capital Jerusalém. Vote, compartilhe!

terça-feira, 15 de maio de 2018

PREFEITURA E CENTRO UNIVERSITÁRIO INICIAM CONVÊNIO PARA A CONSTRUÇÃO DA FACULDADE DE MEDICINA




Obras começam nesta semana; dois pavimentos do edifício serão destiinados à nova unidade do Ambulatório Médico de Especialidades 

A Prefeitura de Cubatão e o Centro Universitário São Judas Tadeu - Campus Unimonte assinaram nesta segunda-feira (14) o convênio que garante formalmente o início da construção de uma Faculdade de Medicina na cidade, em terreno do município localizado aos fundos do Pronto Socorro Municipal, de frente para a Avenida Martins Fontes.

De acordo com a direção do centro universitário, as obras começam ainda nesta semana. A previsão é de elas serem entregues em 2019. "Estamos hoje consolidando um grande feito. Esse passo hoje vai se revelar um grande legado para a população de nossa cidade", avaliou o prefeito Ademário Oliveira.

Além da própria estrutura de ensino para dezenas de estudantes de todo o Brasil que virão para a cidade, a parceria prevê a cessão de dois pavimentos do conjunto para a instalação do novo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do município.

"A saúde de Cubatão será beneficiada consideravelmente com a destinação de um espaço para o atendimento das especialidades médicas. Assim, a policlínica (AME) terá um lugar adequado para o atendimento aos pacientes. Sem contar os ganhos que chegam junto com a Faculdade de Medicina, como os avanços tecnológicos e melhorias no atendimento à população, sem dúvida de extrema importância para a Saúde Pública de Cubatão e de toda a região", comentou a secretária de Saúde do município, Andrea Pinheiro Lima.

 O vice-presidente do Grupo Ânima (do qual faz parte o Centro Universitário São Judas Tadeu), Marcelo Batista Bueno, destacou o processo de transformação que ocorre em cidades que sediam centros universitários e destacou que o curso de Medicina da UniBH (centro universitário de Belo Horizonte que também faz parte do grupo) obteve nota 4 no índice Geral de Cursos do Ministério da Educação, nota igualada no estado de Minas Gerais apenas pela Universidade Federal. "É a qualidade que vamos trazer para cá".

O presidente da Câmara dos Vereadores, Rodrigo Alemão, destacou o impacto da chegada do curso de Medicina, que será sentido também no comércio e no desenvolvimento da cidade. "É um sonho da cidade que é realizado".

Participaram também da atividade o reitor do Centro Universitário São Judas Tadeu, Ricardo Cançado; o vice-reitor do Campus Unimonte, Adalto Corrêa; integrantes do Conselho Municipal de Saúde, vereadores e secretários do Governo, entre outros convidados.

Judeus comemoram 70 anos de criação do Estado de Israel



Fundação foi em 14 de maio, mas celebração segue calendário judaico

Publicado em 18/04/2018 - 11:01
Por Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil  Lisboa

Hoje (18), a partir do pôr do sol, os judeus dão início às comemorações dos 70 anos da criação do Estado de Israel. Apesar de a data histórica da fundação ter sido em 14 de maio, os judeus comemoram hoje pois seguem o calendário judaico, que é diferente do calendário gregoriano e baseado nos ciclos da Lua.
A comemoração da fundação do Estado de Israel é antecedida pelo Yom Hazikaron, que é o Dia em Memória dos Soldados Caídos de Israel. As celebrações começaram às 20h de ontem (17), após o soar de uma sirene durante um minuto. Durante o toque da sirene, os israelenses ficam de pé, em silêncio, em sinal de respeito pelos mortos. A homenagem relembra os soldados que morreram no conflito arábe-israelense, em 1948, e as vítimas de terrorismo.

História

A história do povo judeu, que passou dois mil anos sem ter um território fixo, começou a mudar no final do século 19, quando milhares de judeus começaram a retornar ao antigo reino de Israel (então território da Palestina), em um movimento conhecido como sionismo.
No entanto, o território em questão era ocupado por árabes. Com a chegada dos judeus à região, em ondas migratórias que se prolongaram até o final dos anos 30, deu-se início a um período de muitos conflitos entre judeus e palestinos.
Além disso, com a ascensão do nazismo na década de 1930, houve um grande fluxo de judeus para a região, fugidos do Holocausto, que exterminou cerca de 6 milhões de judeus.

Estado de Israel

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu criar o Estado de Israel, dividindo o território da Palestina, que estava sob mando britânico à época, em dois. O brasileiro Oswaldo Aranha era presidente da Assembleia Geral da ONU e foi ele quem anunciou a aprovação da Resolução 181, que decretava a formalização de Israel.
Os judeus ficaram satisfeitos com a proposta, mas os palestinos não. Em 1948, logo após a declaração de independência de Israel, começou o conflito conhecido pelos judeus como a Guerra da Independência; e pelos palestinos como a Catástrofe (Nakba), pois milhares deles tiveram que fugir ou foram expulsos de suas casas. O conflito acabou em 1949, após um cessar-fogo.
Apesar dos conflitos que fazem parte da história e do cotidiano da região, Israel conseguiu se estabelecer como uma democracia estável, tem a economia mais desenvolvida da região e um PIB de cerca de 318 bilhões de dólares.
Edição: Lidia Neves

sexta-feira, 11 de maio de 2018

VEREADOR JATOBÁ TOMA POSSE NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE SP

VEREADOR JATOBÁ 

O Jovem Jatobá,jornalista, nascido em 13 de abril de 1988, na cidade de São Vicente, filho de José Fernando e Maria Edite . casado com Janiquele R. Jatobá. Tornou-se Pai em 24/02/05 de Luiz Fernando, Desceu as águas batismais em 2001 na Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério de Santos – SP. Pr Paulo Alves Corrêa . EXPERIÊNCIA MINISTERIAL Membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério de Santos desde 10/1997 exerceu as seguintes funções: Diácono Líder dos Adolescentes 2º e 3º Líder Setorial de Mocidade; Coordenado da Escola Bíblica Dominical; Professor de Escola Bíblica Dominical; 2º Dirigente da Congregação de Sambaiatuba III; 3º Dirigente das Congregações de Dique II e Sambaiatuba II, Pregador do Evangelho desde 1998. PARTICIPAÇÕES 1º Encontro Regional do Programa Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano 1º Jornada contra a violência a Criança e o Adolescente SV Ecologicamará 1º Conferencia das Cidades em São Vicente 1º Seminário Municipal da Juventude – SV Ryla 2006 Distrito 4420 Parlamento Jovem Paulista (Candidato) Atualmente está como Vice-Presidente da Associação Acredite.

Interesses CRONOLOGIA POLÍTICA 2002 - Colaborador da Campanha do Deputado Estadual. Marcelo Bueno - PTB eleito com 52.508 votos P/Deputado Federal Pr.Paulo Corrêa Junior - PDT: 62.501 votos (não eleito) 2004 - Programa Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano 2005 - Presidente Eleito do Grêmio Estudantil da “EE. Armando Victório Bei” com 626 votos 2006 – Conselheiro Municipal da Juventude de São Vicente (1º CMJ da Cidade) 2006 – Articulador Político Campanha para P/Deputada Estadual Sandra Arantes do Nascimento - PSC (Filha do Pelé): 19.914 votos (não eleita) P/ Deputado Federal Pr. Paulo Corrêa Junior - PV: 32.616 Votos (não eleito) 2007 – Assessor Operacional da Secretária de Cidadania e Ação Social de São Vicente 2008 – Assessor do vereador Luis Cláudio Bili - PSB (Câmara Municipal de São Vivente) 2008 - Coordenador Político Campanha para Vereador em São Vicente do Ver. Bili - PSB reeleito com 4569 votos 2009 – Chefe de departamento da Secretaria de Relações do Trabalho e Geração de Emprego e Renda de São Vicente
Presidente da Associação ACREDITE!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

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Paulo Correa Jr.
Membros da 18ª Legislatura

Em 15 de março de 2015, tem início a 18ª Legislatura do Parlamento de São Paulo. Os 94 representantes do povo paulista pelos próximo quatro anos foram escolhidos nas eleições se 5/10/2014, e são filiados a 21 partidos: PSDB - 22 deputados, PT - 14, DEM - 8, PV - 6, PSB - 5, PMDB - 5, PRB - 4, PSD - 4, PTB - 3, PR - 3, PSC - 3, PPS - 3, PP - 2, PEN - 2, PSOL - 2, SD - 2, PCdoB - 2, PDT - 1, PTN - 1, PSL - 1 e PHS - 1.



Paulo Corrêa Jr. iniciou sua carreira política aos 26 anos, quando se candidatou, em 2002, a deputado federal. Na sequência, em 2004, concorreu à prefeitura de Santos. Em

2006 foi novamente candidato a deputado federal. Atualmente é coordenador regional do Partido Ecológico Nacional (PEN).

Paulo Alves Corrêa Júnior nasceu em 24 de abril de 1976, na cidade de Santos. Formado em jornalismo pela Florida University (EUA) e em direito pela Unimonte (Santos), é

casado com Erika Pimentel Alves Corrêa e pai de três filhos.

Filho do apóstolo da igreja evangélica Assembleia de Deus - Ministério Santos, Paulo Corrêa, e da pastora Eliane Corrêa, Paulo Corrêa Jr. desde cedo aprendeu lições muito

importantes para a formação de um caráter firme e transparente: a importância da família e a educação embasada em valores sólidos.

Hoje atua como pastor primeiro-secretário das igrejas evangélicas Assembleia de Deus - Ministério de Santos, uma instituição com mais de 90 anos e pioneira no Estado de São

Paulo. É também presidente do PEN em Santos e coordenador das regiões da Baixada Santista, Litoral Sul, Litoral Norte e Vale do Ribeira.

Seu trabalho tem como foco a área social. A instituição, da qual é vice-presidente, é responsável por um abrigo de senhoras com mais de 40 internas, na cidade de Cubatão,

além de duas creches infantis, localizadas em Santos e Guarujá, em parceria com as prefeituras municipais. A igreja ainda conta com o trabalho de distribuição de alimentos

para pessoas carentes. São cerca 30 mil quilos distribuídos mensalmente.

Outro trabalho de destaque é a Casa de Recuperação de Dependentes Químicos, com cerca de 60 internos. Localizada na cidade de Itanhaém, as ações na casa tem como prioridade,

além da recuperação, instruir a valorização da vida.

BIOGRAFIA DO PASTOR JOSIAS DE ALMEIDA SILVA

Natural de Sergipe, casado com Maria Lizete dos Santos Silva, é pai de 5 filhos.
Ministro do evangelho desde 1970 teve seu chamado pastoral revelado por Deus ao saudoso pastor João Alves Corrêa.
Como missionário, semeou o evangelho em diversas cidades no litoral de São Paulo, região do grande ABC paulista e Vale do Ribeira.
A frente da AD em Cubatão desde 1976, recebeu das mãos de seu pastor autonomia administrativa, passando desde então a exercer a presidência do ministério, oriundo da evangelização do missionário Daniel Berg em meados de 1925 .
Atualmente a AD Cubatão tem cerca de 10 mil membros e está presente em diversas regiões do estado e do país com mais de cem congregações.
Além da presidência do ministério, o pastor exerce também a presidência da Comadespe (Convenção das Assembléias de Deus no estado de São Paulo e Outros) e é filiado à CGADB (Convenção Gera das Assembléias de Deus no Brasil).
No campo social preside o Sasadec (Serviço de Assistência Social da ADC) que desenvolve um importante trabalho de auxilio a famílias carentes do município.
Como reconhecimento a sua atuação dentre os diversos prêmios recebidos, destaca-se os títulos de cidadania concedidos pelas câmaras municipais de vereadores de Cubatão e de Jacupiranga, condecorando-o cidadão cubatense e cidadão jacupiranguense.

História da Assembléia de Deus no Brasil

 

Assembléia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos EUA. A princípio, freqüentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia — o falar em línguas estranhas — como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos EUA (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor negro leigo, chamado William Joseph Seymour, na Rua Azusa, Los Angeles, em 1906. 
A nova doutrina trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica, que já era empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, passou a chamar-se Assembléia de Deus, em virtude da fundação das Assembléias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot Springs, Arkansas, mas, outra vez, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas. 

A Assembléia de Deus no Brasil se expandiu pelo Estado do Pará, alcançou o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegou ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários para estabelecer a nova denominação aonde quer que chegassem. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, PA, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Foi ele o precursor do assim conhecido Ministério de Madureira, como veremos adiante. 

A influência sueca teve forte peso na formação assembleiana brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e graças à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes o sustento de Gunnar Vingren e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova Igreja. Desde 1930, quando se realizou um concílio da igreja na cidade de Natal, RN, a Assembléia de Deus no Brasil passou a ter autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus dos EUA através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação. 


Organização Denominacional
As Assembléias de Deus estão organizadas em forma de árvore, onde cada Ministério é constituído pela Igreja-Sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregação. O sistema de administração é um misto entre o sistema episcopal e o sistema congregacional, onde os assuntos são previamente tratados pelo ministério, com forte influência da liderança pastoral, e depois são levados à Assembléia para serem votados. 

Os pastores das Assembléias de Deus podem estar ligados a convenções estaduais que, por sua vez, se vinculam a uma Convenção de caráter nacional. 

Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil
A CGADB possui sede no Rio de Janeiro, se considera o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à Igreja, e a quem pertence a patente do nome no país. A CGADB hoje conta com cerca de 3,5 milhões de membros em todo o Brasil (dados do ISER) e centenas de missionários espalhados pelo mundo. 

A CGADB é proprietária da Casa Publicadora das Assembléias de Deus — CPAD, com sede no Rio de Janeiro, que atende parcela significativa da comunidade evangélica brasileira. À CGADB também pertence a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia — FAECAD, sediada no mesmo Estado, e que oferece os seguintes curso em nível superior: Administração, Comércio Exterior, Marketing, Teologia e Direito. 

A CGADB é constituída por várias convenções estaduais e regionais, além de vários ministérios. Alguns ministérios cresceram de tal forma que tornaram-se denominações de facto, com suas congregações sobrepondo as áreas de abrangência das convenções regionais. Dentre os grandes ministérios se destaca o Ministério do Belém, que possui cerca de 1000 igrejas concentradas no centro-sul e com sede no Bairro do Belenzinho na capital paulista, sendo atualmente (2007) presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, que também lidera a CGADB. 

Na área política, 21 deputados federais são membros das Assembléias de Deus e a representam institucionalmente junto aos poderes públicos nos assuntos de interesse da denominação, supervisionados pelo Conselho Político Nacional das Assembléias de Deus no Brasil, com sede em Brasília, DF, que coordena todo o processo político da CGADB. Além disso, são cerca de 27 deputados estaduais, mais de cem prefeitos e cerca de 1000 vereadores, todos sob a chancela de igrejas ligadas à CGADB. 

Desde a década de 1980, por razões administrativas, a Assembléia de Deus brasileira tem passado por várias cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do país. O mais expressivo dos ministérios independentes originários da CGADB é o Ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos da década de 1930, fundada pelo pastor Paulo Leivas Macalão e que, em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do Ministério por ele presidido, até a sua morte, no final de 1982. 


Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil - Ministério de Madureira
À medida que os anos se passavam, os pastores do Ministério de Madureira (assim conhecido por ter sua sede no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro), sob a liderança do pastor (hoje bispo) Manoel Ferreira, se distanciavam das normas eclesiásticas da CGADB, segundo a liderança da época, que, por isso mesmo, realizou uma Assembléia Geral Extraordinária em Salvador, BA, em setembro de 1987, onde esses pastores foram suspensos até que aceitassem as decisões aprovadas. Por não concordarem com as exigências que lhes eram feitas, se organizaram numa nova entidade, hoje com cerca de 2 milhões de membros, no Brasil e exterior. Dessa forma surgiu a Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil — Ministério de Madureira — CONAMAD, fundada em 1988. 

Portugal
Em Portugal a história dessa denominação pentecostal é contada a partir do ano de 1913. Foram os missionários portugueses emigrados do Brasil José Plácido da Costa (1913) e José de Matos Caravela (1921) que deram início às ações que resultaram na fundação das Assembléias de Deus em Portugal. 

A primeira igreja Assembléia de Deus em Portugal foi fundada na cidade de Portimão, em 1924, pelo missionário José de Matos, também responsável pela fundação das igrejas do Algarve, de Santarém e de Alcanhões. A partir desse ano, com a ajuda de missionários suecos e o esforço de obreiros portugueses, foram estabelecidas diversas outras igrejas em várias cidades, como: Porto, em 1930, com a intervenção do missionário sueco Daniel Berg; Évora, em 1932, pela ação da evangelista Isabel Guerreiro; e Lisboa, em 1934, com a ajuda do missionário Jack Hardstedt. 

Da ação missionária das Assembléias de Deus em Portugal deu-se a expansão da igreja aos territórios ultramarinos, a exemplo de: Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste; os quais posteriormente tornaram-se nações independentes, mas mantiveram suas igrejas Assembléias de Deus nacionais em fraterna relação com as coirmãs portuguesas. 

Em Portugal o ramo principal é a Convenção das Assembléias de Deus em Portugal, com quase 400 igrejas, a maior denominação protestante no país. 

Além da CADP, existem outras denominações organizadas em Portugal, originárias de imigrantes brasileiros ou cismas da CADP, que adotam o mesmo nome, como a Assembléia de Deus Missionária; Assembléia de Deus Universal; Convenção Nacional das Assembléias de Deus (60 igrejas); Igreja de Nova Vida - Assembléia de Deus da Amadora. 


Estados Unidos
Nos Estados Unidos surgiram várias congregações pentecostais independentes, desde o avivamento da Azuza St, em 1906. Buscando unidade, comunhão entre si, trabalho missionário e organização legal, alguns líderes convocaram uma Convenção em Hot Springs, Arkansas, em 1914. Como resultado, houve a adesão de quase 500 ministros e a criação do General Council of the Assemblies of God (Concílio Geral das Assembléias de Deus), mais tarde sediado em Springfield (Missouri), Missouri. Essa igreja possui, hoje, cerca de 2 milhões de membros e envia missionários a vários países do mundo. John Ashcroft, procurador-geral dos EUA durante o primeiro mandato de George W. Bush, é membro dessa denominação. 

As Assemblies of God apresentam algumas diferenças de sua coirmã brasileira: no tocante à administração, não existe o sistema de ministérios; cada igreja local é autônoma e não é subordinada a nenhuma outra entidade, mas voluntariamente agrupam-se em presbitério regionais, onde há igualdade entre todos e contam com a participação de representantes leigos. A congregação local entrevista e contrata o pastor, que é examinado e ordenado pelo Concílio Geral. Referente aos costumes, as Assemblies of God são integradas à sociedade americana, permitindo, por exemplo, que suas mulheres cortem o cabelo e usem calças compridas. 


Grã-Bretanha e Irlanda
Organizada em 1924, a Assemblies of God in Great Britain and Ireland cresceu sob a influência do pastor Donald Gee. Reúne hoje cerca de 600 igrejas locais e possui uma rede de missionários atuando em vários continentes. Uma característica da AGGBI é a prática da Santa Ceia semanalmente. 

Existem ainda Assembléias de Deus composta por imigrantes caribenhos e brasileiros, cujas igrejas não possuem relações com a AGGBI. 


Doutrina
De acordo com o credo das Assembléias de Deus, entre as verdades fundamentais da denominação, estão a crença: 

Num só Deus eterno subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; 
Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, considerada a única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão; 
Na concepção virginal de Jesus Cristo, na sua morte vicária e expiatória, ressurreição corporal e ascensão para o céu; 
No pecado que distancia o homem de Deus, condição que só pode ser restaurada através do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. 
Arrebatamento dos membros da Igreja para a Nova Jerusalém em breve com a volta de Cristo. 
Na necessidade de um novo nascimento pela fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus para que o homem se torne digno do Reino dos Céus; 
A denominação pratica o batismo em águas por imersão do corpo inteiro, uma só vez, em adultos, em nome da Trindade; a celebração, sistemática e continuada, da Santa Ceia; e o recebimento do batismo no Espírito Santo com a evidência inicial do falar em outras línguas, seguido dos dons do Espírito Santo. 

A exemplo da maioria dos cristãos, os assembleianos aguardam a segunda vinda premilenial de Cristo em duas fases distintas: a primeira, invisível ao mundo, para arrebatar a Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; e a segunda, visível e corporal com a Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo por mil anos, sendo portanto dispensacionalista. 

Ainda, nesse corolário de fé, os assembleianos esperam comparecer perante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa do Cristianismo, seguindo-se uma vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tormento para os infiéis. 


A liturgia do Culto
Os cultos da Assembléia de Deus se caracterizam por orações, cânticos (músicas gospel e hinos evangélicos clássicos), testemunhos e pregações, onde muitas vezes ocorrem manifestações dos dons espirituais, como profecias e o culto em línguas. 

Possui dias e horários específicos, sendo o principal deles no Domingo (o culto público) por volta das 19:00hs, e o de Ensinamento Bíblico (a Escola Bíblica Dominical, com divisão de classes por idade aos Domingos por volta das 09:00hs. 

Os cultos e trabalhos tem duração média de 02:30hs, sendo divididos em: 

Oração inicial - Normalmente um obreiro ou pastor faz uma oração pedindo a benção de Deus. 
Cânticos iniciais - Utilizando-se da Harpa Cristã (um livreto de Hinos Evangélicos Clássicos), canta-se em média de 03 hinos, e também (nem todas), após o hinário, canta-se também outras músicas evangélicas. 
Leitura trecho bíblico (Ou Palvra Introdutória) - Neste momento a leitura do trecho bíblico e inspirada pelo Espírito Santo, no qual o culto será direcionado como um todo com base nesse trecho. 
Oportunidades de Cânticos por Grupos de Jovens, Crianças, Senhoras, Irmãs, Grupos e ministérios de Louvor, e Adolescentes. 
Oportunidades de Testemunhos por Membros - Momento no qual os membros contam o que Deus mudou em suas vidas e vem fazendo atualmente por eles. 
Leitura Bíblica e Pregação - na qual um pastor, um membro da igreja local, ou um pregador ou pastor convidado fará a pregação (sermão) explicando a passagem bíblica para toda a igreja. 
Apelo - Convite aos que não são evangélicos a aceitarem a Jesus como seu único e suficiente Salvador. 
Cântico de Encerramento. 
Oração Final. 
Benção Apostólica 
Obs: Nem todas os ministérios da Assembléia de Deus seguem esta liturgia. É importante lembrar que atualmente muitas Assembléias de Deus adotam linha litúrgica contextualizada de louvor e condução dos cultos, bem próximos das liturgias praticadas pelas Comunidades Evangélicas e Igrejas de Nova Vida em geral.